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  • Writer's pictureÍmpar Inteligência em Investimento

OS EFEITOS DAS TAXAS DE JUROS NA ECONOMIA



Estamos acompanhando e vivendo um aumento significativo nas taxas de juros, mas o que é isso e onde nos afeta? Podemos entender taxa de juros como o custo do crédito ou do dinheiro em uma dimensão temporal. Quaisquer que sejam os tipos de taxas de juros, todos eles exprimem a remuneração pela alocação de capital. A taxa de juros reflete o preço pago pelo sacrifício de poupar, ou seja, a remuneração exigida por um agente econômico ao decidir postergar o consumo, transferindo seus recursos a outro agente.


Um investimento pode ser considerado atraente se houver uma expectativa de que o retorno desse investimento supere a taxa de juros (taxa livre de risco) ou o seu custo de oportunidade. Conforme Keynes formulou, em “A teoria geral do emprego, do juro e da moeda”: em momentos de baixas taxas de juros, fomenta-se o investimento empresarial; em momentos de elevadas taxas de juros, desestimula-se o investimento produtivo da economia, fazendo com que a atividade econômica se afaste do pleno emprego.

De certa forma, podemos também entender que a taxa de juros revela a confiabilidade dos agentes econômicos com relação ao desempenho esperado da economia. Pode ser observado que, em momentos de maior instabilidade do ambiente econômico, ocorre certa elevação nas taxas de juros de mercado, como reflexo natural da incerteza associada às decisões de seus agentes.

O nível ótimo de juros de uma economia é uma meta a ser perseguida pelas autoridades monetárias, porém muito difícil de ser atingida na prática. Uma taxa ideal de juros pode ser entendida como aquela que promove a redução da dívida pública (Governo) pelo menor custo da dívida, incentiva o crescimento econômico (investimento empresarial) e, ao mesmo tempo, remunera os investidores com uma taxa real (rentabilidade acima da inflação).

A estrutura temporal das taxas de juros, de forma mais simples, tem por objetivo expressar a relação entre as taxas de juros e o prazo dos investimentos. Em outras palavras, revela o comportamento das taxas de juros ao longo do tempo, informação de extrema relevância para os profissionais, empresários e investidores do mercado financeiro. A estrutura temporal das taxas de juros é elaborada no mercado financeiro.

O gráfico abaixo, nos mostra a curva das taxas de juros (conhecida como: Curva Normal) ascendente, elevando seu valor conforme se alcançam prazos mais longos, ou seja, quanto maior o prazo maior as taxas de juros.

A curva se eleva com o passar do tempo devido a alguns riscos, como por exemplo: risco das incertezas macroeconômicas; risco político e risco pela redução da liquidez. O mercado financeiro precifica diariamente esses riscos nas taxas de juros. Essa curva também nos mostra que a economia está em crescimento e que se espera uma pequena pressão inflacionária com o passar do tempo, o que é um indicador de que a economia está indo bem, e talvez o Copom precise aumentar um pouco os juros para arrefecer a inflação, caso necessário.


Por outro lado, podemos encontrar uma estrutura de taxas de juros descendente ou também conhecida como Curva Invertida, revelando taxas de juros menores para prazos mais longos, conforme o gráfico abaixo.

Nesse cenário, a curva de juros indica uma recessão ou uma estagnação da economia. A pressão inflacionária e as altas taxas de juros curto prazo podem desestimular o investimento produtivo da economia, dificultando a criação de emprego e renda.


A taxa básica de juros do nosso país, a Selic, é definida pelo Copom (Comitê de Política Monetária). Constituído em 1996, o Copom, simplificando, estabelece as diretrizes básicas do comportamento das taxas de juros no mercado monetário, e analisa o comportamento da inflação, emitindo relatórios trimestrais.


E aí? Ficou mais fácil agora entender os efeitos que as taxas de juros têm na economia? Espero ter ajudado! Até a próxima.




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