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  • Writer's pictureÍmpar Inteligência em Investimento

QUANDO DEVO FAZER ALTERAÇÕES EM MINHA CARTEIRA DE INVESTIMENTOS?



Essa é uma dúvida muito comum à maioria dos investidores. Neste texto vou tentar respondê-la considerando diversas variáveis que devem ser avaliadas ao longo do tempo.

Vamos começar por investidores conservadores cuja carteira está majoritariamente investida em renda fixa. Esse tipo de carteira não deveria ter muito movimento. Na verdade, esse tipo de investidor(a) deve procurar ter pouca movimentação e focar em buscar o melhor retorno dentro de seu horizonte de investimento.

Isso não quer dizer que ele(a) não deve ser tático(a), mas, nesse caso, ser tático(a) é buscar aquele investimento que se mostra potencialmente mais vantajoso para o prazo em que ele(a) investirá o capital de que dispõe naquele momento. Apenas exemplificando, nesse momento de taxas de juros altas, muitos investidores procuram por títulos pós-fixados (atrelados ao CDI), pois projetam essa taxa como se ela fosse ficar nesses patamares por anos.

Assim, podem perder a oportunidade de aproveitar títulos indexados à inflação (IPCA+), pagando um belo prêmio nesse momento (acima de IPCA+6%a.a.) para períodos mais longos como 3, 4 ou 5 anos. Para deixar clara a diferença de retorno potencial, no quadro abaixo faço a comparação do CDI contra um título pagando IPCA+5% a.a. em períodos de janelas móveis de 5 anos.

Veja como, nos últimos 10 anos, quem manteve o dinheiro investido por 5 anos a IPCA+5% bateu o CDI em qualquer momento da análise, sendo que, em alguns momentos, o retorno foi superior em mais de 50%.


Fonte: Gráfico desenvolvido pela Ímpar Investimentos


Agora falando de investidores mais arrojados (moderados ou agressivos), começo dizendo o seguinte: se a sua carteira tira o seu sono, algo está errado. Ou você tem uma exposição a ativos voláteis maior do que deveria ou está com ativos “errados” na carteira.

Mesmo para esses investidores, mexer demais significa, na maior parte do tempo, retorno de menos. Existem inúmeros estudos feitos no mundo mostrando o quão ineficiente é ficar movimentando a carteira constantemente e como nossos vieses emocionais nos fazem vender no momento que era para comprar e comprar no momento que era para vender.

Afinal, quem nunca comprou ou ficou com vontade de comprar aquela ação ou aquele fundo que teve uma grande alta em um período curto que atire a primeira pedra. (Apenas uma observação, mulheres de forma geral conseguem obter retornos de longo prazo maiores do que os homens, pois costumam mexer menos em suas carteiras). Ainda assim, existem momentos em que faz sentido trocar de ativo.

O primeiro motivo para se trocar um ativo é a saída de uma pessoa-chave ou equipe-chave de um fundo ou empresa. Imagine que você investiu em um fundo por conta da fama de um(a) gestor(a) famoso(a) que entregou resultados consistentes nos últimos anos, e esse gestor(a) decide sair ou vender a gestora e se aposentar.

Esse deve ser um gatilho para você ficar de olho no fundo e talvez, depois de avaliar bem, realizar a venda da posição. Afinal, aquela mente brilhante que te fez investir no fundo não estará mais lá.

Um segundo ponto seriam mudanças nos planos ou nos resultados da empresa ou fundo em que você investiu. Imagine que você tenha investido em uma empresa porque o plano de crescimento dela era muito promissor, mas, no meio do caminho, a gestão decide mudar os planos e seguir uma trajetória totalmente diferente, que você entende que não será o melhor para aquela empresa. Provavelmente seja a hora de mudar, vender as ações e procurar outro investimento para alocar seu capital.

Um terceiro motivo seria a perda de consistência nos resultados. Esse é um ponto importante de ser entendido a fundo pois, em princípio, não se deve vender um negócio/fundo por conta de um trimestre ou mesmo um ano ruim.

Ciclos de negócios terão eventualmente anos ruins. O que deve ser analisado é se aquilo que te fez investir naquele ativo ainda está lá e se você avalia que ele segue sendo um bom investimento e só está passando por um ciclo ruim. Nesse caso, uma eventual queda de preços pode inclusive ser uma oportunidade para aumentar posição em um investimento que apenas está passando por um momento ruim.

Em resumo, para realizar qualquer troca é importante antes avaliar o motivo e se faz sentido realizá-la. Na maioria das vezes, vemos investidores querendo vender o que caiu e comprar o que subiu. Não que eventualmente não seja melhor, porém nem sempre é. Às vezes foi um momento/ciclo ruim que fez com que aquele ativo desvalorizasse, e que no ciclo posterior pode fazer com que aquele ativo se valorize acima da média.

Até a próxima!!




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