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  • Writer's pictureÍmpar Inteligência em Investimento

QUANTO ESTARÁ A COTAÇÃO DO DÓLAR NO FIM DO ANO?



Essa é sem dúvida uma das perguntas mais ouvidas por quem trabalha no mercado financeiro, seja no seu cotidiano profissional ou familiar. Em formais reuniões com investidores ou em triviais encontros familiares aos fins de semana, a pergunta quase sempre aparece: “Marcos, você sabe dizer quanto estará o dólar/euro no fim do ano?”.

Poucas questões exercem tamanho fascínio sobre os investidores brasileiros, quanto a tendência da cotação do dólar ou do euro. É comum inclusive encontrarmos investidores que não têm a menor noção de quanto está o índice Ibovespa, a inflação ou a taxa de juros, mas que sabem dizer exatamente o último fechamento do dólar ou do euro.


Na maioria das vezes, esse interesse pela cotação futura do câmbio está relacionado a uma viagem de férias ou intercâmbio. Mas nos últimos anos, é crescente a curiosidade sobre o tema pela associação que se faz com investimentos no exterior. Esse encantamento por antecipar o futuro é algo inerente ao comportamento do ser humano, que, mesmo sabendo que é impossível adivinhá-lo, está sempre em busca de um padrão de comportamento. Ou às vezes, de uma dica certeira!


Se você chegou até aqui e está na esperança de encontrar essa dica, de “quanto estará o dólar no futuro”, lamento informar que é impossível acertar. Ninguém sabe!


A cotação do dólar, ou de qualquer outra moeda, é resultado basicamente da famosa lei de oferta e demanda. Diariamente há milhares de agentes que podem ser investidores, turistas, comerciantes, empresas, instituições financeiras e bancos centrais, comprando e vendendo moedas. De forma simplificada, pode-se afirmar que há duas motivações principais para um agente negociar moedas: motivação comercial ou financeira.


  • Comercial: aqui entram as transações comerciais entre países (importação e exportação de bens e serviços) e o fluxo/remessa de cidadãos e turistas.

  • Financeira: aqui entram as transações que envolvem investimentos em ativos financeiros (ações, títulos públicos, debêntures) e os investimentos diretos (construção ou ampliação de fábricas, remessas de rendimentos).

Basicamente, as operações que geram entrada de recursos (exportação e investimentos externos no país) aumentam a oferta de dólares na economia local, levando o real a se valorizar.


Do mesmo modo, as operações que geram saída de recursos (importação e investimentos no exterior) aumentam a demanda de dólares na economia local, levando o real se desvalorizar.


Apesar de ser impossível adivinhar a cotação futura de qualquer moeda, principalmente do dólar ou euro em relação ao real, os economistas usam uma série de indicadores que funcionam como vetores, que, somados, ajudam a entender o comportamento da taxa de câmbio. Dados bem específicos como taxas de juros locais e no exterior, balança comercial, reservas cambiais, dados fiscais, entre outros, se somam a indicadores subjetivos como questões políticas, geopolíticas e expectativas. E como se não bastasse toda essa complexidade, ainda temos que considerar os fatores completamente inesperados como pandemias e guerras.


Note que há inúmeros fatores que estão fora do nosso controle. Para minimizar o risco da incerteza, o que podemos fazer é focar na diversificação e no planejamento.

Se você tem uma viagem marcada para o exterior, não tente adivinhar a cotação futura ou deixe para comprar na última hora. Monte um planejamento para comprar aos poucos. Além de papel moeda, hoje é possível usar cartões de débito para uso no exterior.


Ao invés de tentar adivinhar a próxima disparada do dólar ou das ações americanas, invista uma fração do seu patrimônio em ativos no exterior. Há diversos veículos de investimentos disponíveis: fundos locais que investem lá fora, ETFs, BDRs, contas no exterior que dão acesso a ações, bonds, títulos soberanos.


Converse com seu assessor ou assessora para encontrar a alternativa que melhor se encaixa no seu perfil.



Até breve!


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